Uma pergunta

Aproxima-se um qualquer fim.

Silenciosos os violinos que libertavam os acordes da verdade.

Ouve-se apenas, demasiado perto,

o eco do último sopro,

o extertor do sono,

o expirar do silêncio.

 

Penso. Eu. Genuinamente penso,

então e o brilho ofuscante das opalas,

a música que nos convocava soprada das ocarinas,

o rebentar das bombas da China, a cinco escudos na moeda antiga.

 

Onde esses actos de esplendor,

e em que lugar a manta tecida com palavras quentes e beijos de avó.

Essa lamparina de azeite acompanhando a noite.

 

Para onde fugiu, afinal, a felicidade? 

publicado por João Villalobos às 00:32 | link do post | comentar